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OlharUrbano

Dedica-se a observar o espaço construído através do registro fotográfico. Uma atividade amadora carregada de uma particular emoção.

O Ato de Caminhar, para a maioria da população, revela-se um “prazer oculto”, neste sentido, é preciso despertar o desejo de se realizar passeios citadinos. É preciso divagar pela cidade. O termo 'Prazer Oculto' está aqui associado ao fato de que as pessoas, muitas vezes, não deixam aflorar este desejo.

 

O caminhar tem o poder de transformar nossa relação com espaço construído, estimula nossos sentidos e aguça nossa percepção, desta maneira as 'coisas' urbanas passam a ter sentido e valor, e  a ideia de sentido e valor estabelece um distinto grau de afinidade entre o homem e o meio construído.

 

Na nossa 'cultura urbana', prevalece a ideia de que o espaço público não nos pertence e de que o 'nosso' lugar restringe-se ao espaço privado. Um sentimento mesquinho e equivocado. Jacques Le Goff, em, 'Por Amor às Cidades', questiona em que sentido a cidade contemporânea é "sinônimo de sociabilidade", afirmando que a mesma tornou-se "sinônimo de individualismo e de anonimato". 

 

O caminhar é capaz de estimular-nos psicologicamente e sensibilizar-nos emocionalmente, exercendo assim uma forte influência no nosso comportamento. O caminhar estimula nossa imaginação, e segundo Bachelard, "a imaginação aumenta os valores da realidade". Para o bem do nosso 'espírito' seria importante realizarmos este exercício mental. 

 

Guiemos nossa sensibilidade rumo a um atento ‘Olhar Urbano’.

Estação da Luz.jpg

Estação da Luz_São Paulo | @Julio Bernardes

CochabambaFaixa

CIDADES|condição humana

O desejo, e interesse, pelo registro fotográfico nasceu durante o curso de arquitetura e urbanismo, o qual, de alguma maneira, estimula e educa nosso olhar, tornando-nos pessoas bastante atentas. Profissionalmente, nossa percepção das existências ganha assim uma condição especial, o que em muitos casos pode causar um certo desconforto pelo fato de não conseguirmos nos desligar, por um segundo sequer, deste intenso e, às vezes angustiante,  sentido de curiosidade: Curiosidade pelo construído,  que se refere à materialidade; Curiosidade pela condição espacial, que se refere à capacidade do lugar emocionar e revelar surpresas; Curiosidade pelo processo de apropriação, que se refere à maneira particular como cada pessoa experimente o espaço construído.  Cabe salientar aqui que o espaço construído não se restringe ao edifício propriamente dito, e sim, a todo e qualquer ambiente que participa do processo de consolidação do nosso habitat; A cidade, principalmente. 

Estes registros fotográficos, reflexos de uma percepção atenta, além de satisfazer à nossa curiosidade inconsciente,  tentam expressar a "Poética do Espaço" que existe em cada 'Lugar'. 

Em construção

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 2022  arq. Julio Bernardes

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